Considerada como a mais longa guerra civil do século XX, a Revolução Chinesa que completa seu 60º aniversário no dia primeiro de outubro, é um marco na história chinesa e mundial. Infelizmente, “pouco estudada pelos brasileiros”, reclama o pesquisador e historiador gaúcho, Voltaire Schilling, autor da obra, A Revolução na China: colonialismo, maoísmo, revisionismo, publicado em 1984, pela editora Mercado Aberto:
– Na época em que escrevi esse livro estávamos em regime militar. O acesso era escasso. – argumenta Schilling, que na época encontrou mais fontes na língua espanhola do que na portuguesa. – Em Montevidéu tive a sorte de encontrar um material com toda a obra do Mao em três volumes. Uma compra baratíssima. Em seu livro ele explica que no começo da Revolução, a China encontrava-se com uma frente organizada por Chiang Kai-shek, fundador e líder do Partido Nacionalista. Logo após Revolução Russa, Chen Tu-hsiu funda o Partido Comunista Chinês em 1921, na cidade de Xangai. Nessa fundação, dentre os 57 membros do Partido Comunista, estava um obscuro filho de camponeses, Mao Tse-tung, que viria a se tornar o grande líder da Revolução Camponesa.

